Pois é meu caro motorista, afinal qual o significado desta temida luz do painel do seu carro?
Quando ela aparece, pode ser seguida de um comportamento irregular de motor ou até do câmbio em carros automáticos!
Vamos desvendar este mistério para você e dizer como você deve proceder!
Para melhor entendimento, iremos voltar rapidamente para o conceitos da engenharia, são utilizados padronizações de cores para identificação de sistemas, fluxos, tipo de fluído entre tantos outras padronizações.
Em nosso mundo automotivo e em nosso exemplo, faremos uma alusão aos nossos semáforos!
Desta maneira será muito mais fácil relembrar esta pequena “aula”.
Nosso semáforo estabeleceram por segurança cores para que seja possível um entendimento rápido se o fluxo está interrompido, liberado ou necessita de atenção!
Em nosso painel de instrumentos teremos a mesma analogia, portanto, quando alguma luz LIGAR NO PAINEL, a atitude deverá ser de acordo com a COR:
1- COR VERMELHA – Requer medida drástica ou urgente pois envolve risco de SEGURANÇA dos ocupantes.
2- COR LARANJA/AMARELA – Requer atenção/alerta para o problema seja sanado a ponto de não causar prejuízos ou risco de segurança.
3- COR VERDE – Em nosso caso apenas indicação de funcionamento de algum sistema, mas nunca será algo ligado a riscos.
O nosso fatídico exemplo, refere-se A LUZ DE COR LARANJA/AMARELA, e por consequência um estado de ALERTA e deve ser verificado o quanto antes.
No meio técnico a luz de injeção como do início do texto, indica que a central eletrônica/centrais identificaram falha no comportamento de algum componente, quando isto acontece é gerado um código de falha que É CHAMADO DE DTC!
O que fazer?
Quando a luz ligar no painel significa que o defeito dever ser investigado por técnicos habilitados, efetuando-se o diagnóstico e sanando o defeito, O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.
Será utilizado um equipamento que consegue ler a memória da central, apresentando o DTC, se chama SCANNER!
É muito comum as pessoas perguntarem, “mas o que pode ser a luz ligada?”, infelizmente sem os equipamentos que consegue ler o DTC armazenado na memória da central seria praticamente impossível descobrirmos, devido a complexidade dos sistemas atuais.
Os equipamentos mais modernos, possuem uma maior capacidade da “tradução” dos DTCs possuindo um custo elevado.
Como exemplo, na data de hoje, 02 de janeiro de 2025, um scanner mediano tem o custo aproximado de R$ 32.000,00 sendo ainda necessário atualização e suportes, hoje na casa dos R$ 7.000 anuais.
Alguns deles ainda necessitam acesso ao servidor da montadora para efetuar procedimentos, elevando ainda mais o custo do diagnóstico.
Além destes detalhes o técnico deve possuir treinamento para a correta interpretação dos parâmetros e DTCs gravados na memória da central.
PORTANTO, apenas “apagar” o erro da memória com o SCANNER pode trazer prejuízos logo ali na esquina. reforçando que o diagnóstico deve ser efetuado corretamente!
OBS: Existem poucos casos em que “apagar” a luz com o scanner é considerado como um procedimento correto.
Fique esperto no funcionamento do seu veículo, qualquer dúvida entre em contato e faça o seu agendamento através dos números 55-30950699 e 55 996000699.
**SE VOCÊ tem curiosidade em SABER UM POUCO MAIS continue no texto!
DTC ( Diagnostic Trouble Code) 1992 ->+
Certo, agora temos a tradução do nosso DTC ou “código de problemas”!
Em resumo são os códigos de falha resultante de uma rotina de monitoramento das centrais.
Quando algum parâmetro de funcionamento diverge do que está cadastrado na central como padrão “normal”, a central por segurança emitirá um alerta no painel (MIL=mal function indicator lamp). mostrando então ao condutor a LUZ indicadora que existe alguma avaria a ser verificada/consertada.
Devemos lembrar que apesar do avanço dos sistemas o monitoramento completo é impossível de ser atingido, portanto as rotinas, focam nas partes mais importantes para o usuário, vida útil de componentes, normas de poluentes, entre tantos outros fatores a serem monitorados.
Existe ainda a possiblidade da central gravar um DTC relativo a um problema indireto, não necessariamente ligado ao defeito real do veículo, portanto é necessário conhecimento para o seu correto uso.
Tudo isto é REGULAMENTADO (DTC/protocolos de comunicação/etc.) pela SAE (Sociedade de Engenheiros de Automóveis) que de forma mundial procura estabelecer padronizações que envolvem o mundo automotivo.
A SAE padronizou uma tabela de referências e a partir de 1992 todos as montadoras utilizam os códigos de falha regulamentados.
Os principais DTCs dos principais defeitos são comuns a todos, contudo, as montadoras possuem um “slot” livre pra cadastramento dos seus DTCs particulares e específicos, momento este que um scanner genérico não conseguirá auxiliar o técnico a solucionar o problema.
A imagem acima refere-se a revisão da norma de DTC, definições, com os protocolos de comunicação inclusos entre outros detalhes.
Apenas para facilitar o entendimento:
Bank 1 – Sensor 1 ( banco de medição Nº1 – sensor 1) , Wide Range = sensor lambda banda larga, Catalyst = catalisador.
Bank 1- Sensor 2 ( banco de medição Nº1- sensor 2), Heated = sensor com aquecimento
Bank 1 – Sensor 3 ( banco de medição Nº1- sensor3), Tail pipe = tudo de saída do escapamento final.
Todos estes detalhes e outros podem ser olhados neste documento no link abaixo.
https://law.resource.org/pub/us/cfr/ibr/005/sae.j2012.2002.pdf
Os códigos que começam com a letras para identificar a qual sistema pertencem:
P são relativos ao POWERTRAIN (motor/câmbio).
C são relativos a CHASSIS (suspensão, freios, direção, etc)
B são relativos a BODY (tudo ligado ao compartimento interno ligado ao passageiro)
U são relativos aos computadores ON Board e sistema de gerenciamento OBD.
Ainda existe normalização com relação a numeração posterior as letras, portanto a norma é vasta e cobre diversos possíveis problemas.
O mais importante é verificar o motivo da falha e consertar de maneira rápida para evitar prejuízo.
Citaremos um exemplo que pode trazer prejuízo para o condutor, sempre salientamos que a nossa função como empresa, é reduzir os custos de manutenção executando verificações PREVENTIVAS.
EXEMPLO: DTC -> defeito de sonda lambda
Ao passar o scanner o técnico se depara com este código de falha (DTC) na memória:
P1135 – Heated Oxygen Sensor (HO2S) Lean Mean Bank 1 Sensor 1
Já vimos a ocorrência de DTCs ligados a o sonda LAMBDA ou SONDA DE O2 (oxigênio), sendo efetuados a sua troca da sonda sem necessidade,
O veículo retorna após algum tempo como o mesmo problema, consumo elevado, falha leve nas marcha lenta ou acelerações e com o mesmo código de falha.
SOLUÇÃO:
O defeito estava em um bico injetor com problema de estanqueidade, com gotejamento, não permitindo a correta pulverização do combustível no ar e gerando uma “FALTA” (lean) de combustível na mistura.
Como a central não possui uma rotina para detectar defeitos mecânicos a mesma acabou percebendo um defeito devido a mistura que foi comprometida pelo bico defeituoso.